Atalaia

Atalaia
De Cifra {MI+{H}@U}+{R@}: TE DEVOR@! P{R}+@NT@+RHÊI@! {S+AU{M}+DOAÇÕES}+{B+ÓÀ+{A+Z}}! Coletiv@s+Mentes, ou INDY+{O+U+VI}+DUAIS! @+P@RT@+D@+SEGU{I}R+{{.:G:.}+@NÇ@}, D@I! H.armônic@s+Mentes "J.@Y@Ss e {{[I.N.+({R.I}]+{O}})+TRIG@Ss} S.emead@Ss J.unt@Ss"..., JÓIA?! Xeque e AR+E+MATE sem DÓ, CAPICE?! Às vezes de Soslaio também... Símbolo, aspiração apenas, não confundam JOIO e TRIGO, por favo{R}. Sou O Jiva nuclear, portanto, ah, penas, mais zoom, s@uldad@, nad@ mais! "E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus." + Jeoshua Ben Pandira, ou @ filh@ d@ P@N+T{H}ER+{I}+R@+{{M.{A+H+@}T.}+EUS}-{eus}+O povo que tav@+lá {Ou: Opa! Ah! O @V@ que tav@+lá}+As mentalidades que modificaram os textos 16.19 = ∞, ';-) VONTADE, AM@R+SABED@IRA (será que é isso mesmo?! ';-) e INTELIGÊNCIA, @BRA+XYZ!!! BEIJ@S! <.:*:.:*:.:*:.:*:.:*:.> Dig@ NÃO aos PRÓSs+ELITISMOSs!!!!! Isso não é um prosélito ("Pense+bem", AM@R, AM@+M@R+RI@+D@+C@R@ÇÃO, rsrsrs, seus LIND@':-) PENSAMENTO, LIVRE! <.:.*.:.> ÓiiÒ 6º conduz{IND+{{R.o}ou{T.an}}+@}, t@ vend@? @ Estrela que conduz? Com-d@r mesmo... BJ@. Obrigad@, @BB@+GAY@, p@r NÚS conduzir... Até /\ {traduzindo: @F@G@+QUENTINH@+{LAR+{EI+RÁ}}+{FAM+{ÍL+H+I+A}}+DÁ+C@+ZINH@... VEM+SEREMNOS}.V.IST@ é = S@L+R+I+S+OZ SEM FIM, {K+@{U}M}+{CIÊNCI@}. É nóis que avoa, Terráque@s! IMÃ+JIN@+@+@SSSÃO, P@R+RÁ+ISS@ acontecer é precis@M@R, PAZ, UNIÃO ou seja, cada um@ OBRAR, @R@R, no LABOR+ORATÓRI@ ou CIDADE D@S N@VE P@RT@S, à sua maneira em VERDADE, ESPÍRIT@, @M@R+@ÇÃO, é necessário: 'CABEÇA FRIA' e 'PÉ QUENTE'. "Eu moro nessa casa que minha mãe me entregou, estando junto com ela sempre dando o seu valor." - R.I.S. SIM, B@R+R@, quem quiser, tudo J@ foi DIT@. Ten+t@ram comer o TA+TU+D@+EX+CRI{P}T@, mas não DEI+SHAM@S, agora ÊSS+TA+TU+T@+BOM. RÉ+VEL@+D@R, I+RÉ+VEL@+D@R, ou DES+VEL@+D@R?! N@ VERD{E}A{R}DE, N@D@ DISSO! Não fique igual CEGU+IN+TIR@+TÊI@, C@R@! J@Y@+IN+TRIG@ MESMO! ME JULG@, POR FAVO{R}, MUITO MESMO... AKI+DÁ+LÁ ou LÁ+DÁ+AKI?! ISS@ É @ QUE VER+EM@S. M+EU+PADRINHO MIEM+SI+N@: DEV@ AK+@SH@+{R} @ N@+DI QUEM QUER{IR@} SE DE{U}S@ TH@R!!!!! MIN{H}@S DIVERS@S+@SSSÕES. D@{R}+K@L@+D@+REI+DA+VI+DA, D@! DUVID@ NÃO HER+MAN@... QUEM AVIS@, AMIG@ É! BEIJ@S+IBEJIS, DE BR@NC@ D@ NEVE, DE P@LID@+H@{U}R@, DE N@VE E DE NOV@ @U{S}TRA{L} VÊS! SEUS LIND@S, É AM@R+RIG@R DEMAIS!!!!! JUM+TIM!! K@UM@+CERTEZA = A{R}MAD@S D@ DEUS@, ÔìíÔ ATÉ, SEMPRE, U.A.I.!. ∞ ∴ ∞ ******** "O verbo é o que importa, esteja ele onde estiver, sob qual disfarce se apresentar. Um dia a cidadela cai e a verdade se exibe, sem falsidades, violações ou artifícios imorais ou ilegítimos." - Frase de um Jornalist@ de Belém... BEIJ@S! ;-D

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Bibliotecas no meio de duas polêmicas

22.05.2012

"{...} e as bibliotecárias (os) NÃO SÃO responsáveis pela situação precária das bibliotecas brasileiras."

"{...} vale ressaltar os seguintes dados sobre o perfil dos “dirigentes” (responsáveis) pelas bibliotecas públicas: 1% deles completaram apenas o ensino fundamental 1 (antigo primário); 2%, o ensino fundamental II (antigo ginásio); 40%, o ensino médio; e 57% completaram o ensino superior. Entretanto, apenas 11% desses dirigentes são bibliotecários (ou bibliotecônomos, ou “cientistas da informação”, como recentemente andam sendo chamados); 18% são pedagogos; 7% formados em letras; 4% em história e o resto em outras graduações."

"O importante é salientar que, desde antes do Censo, os responsáveis pelas políticas públicas de bibliotecas do Brasil vêm desenvolvendo esforços enormes para melhorar essa situação. Ainda existem municípios que não têm nenhuma BP, e a situação da maioria é lamentável, sem dúvida nenhuma."

{...}

Disponível em http://www.publishnews.com.br/telas/colunas/detalhes.aspx?id=68510, acessado em 24.05.2012.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sites de consultoria política proliferam com ofertas de serviços a oito meses das eleições

21.02.2012

Falar bem – e conquistar votos pela palavra – é uma arte que nem sempre os candidatos dominam, mas isso está longe de ser um problema. Na internet, em sites de consultoria política, é só preencher formulários e receber pronto o material feito por especialistas da área. O serviço pode custar de R$ 200 a R$ 3 mil. O mercado das campanhas eleitorais para candidatos a vereador e prefeito em outubro já se movimenta. Aliás, “já” não é o termo ideal neste caso. A filosofia ensinada é que quem quer conquistar uma cadeira no Executivo ou no Legislativo já está é atrasado para começar a trabalhar sua imagem.
 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Pipa, Sopa, Acta, Projeto Azeredo e Marco Civil da Internet: o que está em jogo?

08.02.2012

Para manter o domínio sobre a circulação na internet de bens culturais ainda sob o controle dos intermediários, os projetos propostos e as leis já existentes afetam diretamente a regulação de direitos fundamentais, como o acesso à educação e à cultura e, em particular, a liberdade de expressão na web.

 

Estados Unidos aprovam construção de usina nuclear após 34 anos

09.02.2012 | DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira a construção da primeira usina nuclear no país em mais de 30 anos. Os dois reatores serão instalados no estado da Geórgia, no sudeste americano, e custará US$ 14 bilhões.

A previsão é que a planta de energia atômica, na localidade de Vogtle, esteja pronta até 2017. Este será o primeiro projeto desde 1978, um ano antes de acontecer o vazamento parcial em Three Mile Island, na Pensilvânia, que provocou a saída da população local.

Outros reatores estão em estudo na Flórida e nas Carolinas do Sul e do Norte. A indústria energética estima que a aprovação seja o início do "renascimento nuclear".

O governo de Barack Obama ofereceu US$ 8,3 bilhões em empréstimos para a empresa construtora, afirmando que a energia atômica é uma alternativa para diminuir a dependência americana no uso de combustíveis fósseis e criar energia sem produção de emissões para o aquecimento global.

Apesar da aprovação, a Comissão Reguladora Nuclear exigiu diversas alterações para que não se repetisse um acidente como o de Fukushima, no Japão, em março de 2011. Após o vazamento de material atômico, os Estados Unidos vistoriaram todas as 104 usinas ativas no país.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Hackers dizem que ataques a bancos não visam roubo de dados

01.02.2012

Os brasileiros do grupo hacker Anonymous afirmaram que os ataques realizados aos sites de instituições bancárias não possuem como objetivo roubar informações ou explorar outras falhas de segurança, apenas chamar a atenção para questões de ativismo do grupo.

Os hackers também divulgaram um vídeo no site da revista "Época Negócios" com mais detalhes sobre os ataques e o grupo.


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Diga não ao ACTA


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S.O.P.A. e pirataria: o que o Brasil tem a ver com isso

10.02.2012 | Em artigo, a advogada especialista em Direito Digital e Direito Criminal Gisele Truzzi relata que a internet não é uma terra sem lei. Porém, deve manter sua característica de dinamismo e neutralidade, possuindo um regramento mínimo
 
O S.O.P.A. (Stop Online Piracy Act), em tradução livre, “Lei de Combate à Pirataria”, foi um projeto de lei de autoria do Poder Legislativo dos Estados Unidos, que visava combater a violação de direitos autorais (“pirataria”) praticada via internet. Segundo os partidários do S.O.P.A., seu intuito seria proteger o mercado de propriedade intelectual e gerar receitas e empregos. Consequentemente, havia um grande “lobby” da indústria de entretenimento norte-americana para que esta lei fosse aprovada.

Na prática, o S.O.P.A. permitiria que o Departamento de Justiça norte-americano e os grandes detentores de direitos autorais obrigassem, judicialmente, que sites potencialmente violadores da propriedade intelectual fossem bloqueados. Além disso, o projeto de lei permitiria também que o governo norte-americano solicitasse que tais sites permanecessem ocultos nos resultados dos principais buscadores da internet, através da inserção de filtros de pesquisa.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PT quer impulsionar regulação dos meios de comunicação em 2012

09.02.2012 | Partido discute em Brasília 'campanha pela democratização' da mídia

Documento preliminar debatido pelo diretório nacional do PT, reunido hoje, em Brasília, defende que o partido impulsione, em 2012, a "campanha pela democratização dos meios de comunicação de massa". De acordo com o texto - uma prévia da resolução política que marcará o 32º aniversário do partido - essa campanha "aperfeiçoa nosso processo democrático ao dar voz a todos os setores da sociedade".

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Disponível em http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pt-quer-impulsionar-regulacao-dos-meios-de-comunicacao-em-2012,833680,0.htm, acessad@ em 09.02.2012.

Veja também:

Como a mídia brasileira sufoca a liberdade de expressão
http://www.youtube.com/watch?v=q6rYOTeptPs

A imprensa, o marco regulatório das mídias, os trabalhistas, a direita e o PSDB de FHC
http://jblog.jb.com.br/palavralivre/2012/01/04/a-imprensa-o-marco-regulatorio-das-midias-os-trabalhistas-a-direita-e-o-psdb-de-fhc/

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UNESCO aprova o Manifesto da IFLA para as bibliotecas digitais

09.02.2012

A UNESCO, em sua conferencia geral de 2011, celebrada em dezembro passado, aprovou o manifesto da IFLA para as Bibliotecas Digitais. O manifesto, intitulado “Bridging the Digital Divide: making the world ‘s cultural and scientific heritage accesible to all” (“Reduzindo o fosso digital: colocar o patrimônio cultural e científico mundial a serviço de todos”), estabelece os princípios para proporcionar o apoio às bibliotecas digitais na execução das atividades de digitalização sustentáveis e com interoperabilidade. Assim, solicita aos bibliotecarios que participem ativamente na formulação e aplicação de estratégias nacionais em assuntos de tecnologias de informação e comunicação, que apóiem iniciativas nacionais e internacionais de bibliotecas digitais em larga escala, que permitam ampliar o acesso de todos à informação cultural e cientifica com o objetivo de reduzir a brecha digital.

Para o desenvolvimento de sua missão o manifesto enumera os seguintes objetivos:
  • promover a digitalização, o acesso e a preservação do patrimônio cultural e cientifico;
  • dar acesso a todos os usuários aos recursos informativos reunidos pelas bibliotecas, respeitando os direitos da propriedade intelectual;
  • criar sistemas com interoperabilidade para as bibliotecas digitais, para promover normas abertas e o acesso livre;
  • fomentar a função essencial das bibliotecas e dos serviços de informação por meio da promoção de normas comuns e práticas idôneas;
  • criar consciência sobre a necessidade urgente de garantir uma acessibilidade permanente ao material digital;
  • vincular as bibliotecas digitais em redes de pesquisa de alta velocidade;
  • tirar proveito da convergência crescente dos meios de comunicação e das instituições para criar e difundir conteúdos digitais.
Fonte:
 

A eternidade do livro impresso

02.02.2012 | Arnaldo Niskier

A discussão sobre a sobrevivência do livro impresso está muito acesa. Em parte, é reflexo do que acontece nos países mais desenvolvidos, onde há uma oferta progressiva de e-books. Aqui entre nós, por enquanto, o crescimento é lento. Em todo o comércio eletrônico nacional, não há mais de 7 mil títulos disponíveis. Para se ter ideia da discrepância dos números, só a Amazon conta hoje com cerca de 950 mil títulos.

Há um pormenor que é próprio do mercado brasileiro: o Kindle começou com um gás assustador, mas não pegou por causa do preço, hoje em 800 reais. Pelo dobro, pode-se ter um equipamento muito mais completo, que serve para navegar na internet, tirar fotos, gravar vídeos etc. O custo benefício é muito mais atraente.

Estamos vivendo uma fase de incríveis conquistas tecnológicas, especialmente no campo das comunicações. O que não significa a morte das versões anteriores. Diziam que o rádio acabaria com os jornais; o cinema acabaria com o teatro; a televisão acabaria com o rádio, e a internet acabaria com todas as mídias citadas. Na realidade, nada disso aconteceu. Convive-se com todas essas manifestações, embora se saiba que a escala é outra: no Facebook há 900 milhões de membros, e o Twitter abriga 150 milhões de usuários (o YouTube tem praticamente tudo).

Vivemos uma fase de absoluta perplexidade, mas um homem com a experiência do Boni, por exemplo, afirmou, em lançamento recente, que a TV aberta tem um longo futuro à sua frente, desde que se renove e passe a programar atrações ao vivo e promover transmissões diretas. Devemos estar atentos a essas peculiaridades, para que nada se perca dessas imensas conquistas.

Fala-se muito nos e-books, mas as grandes companhias brasileiras, tipo Livraria Cultura, não passam de 1% do faturamento na venda de livros eletrônicos. Há uma longa caminhada, com um detalhe que me ocorreu na visita feita à Real Academia de Espanha: os autores do seu vocabulário têm 90 mil livros impressos sobre linguística, consultados diariamente. Isso vai desaparecer? Sinceramente, não acreditamos. E a Biblioteca do Congresso Americano? E a da Universidade de Berkeley, onde há uma quantidade enorme de livros brasileiros? Quem preconiza o fim disso tudo, sinceramente, está equivocado.

O que se pode prever é que haja, por muitos e muitos anos, uma coexistência pacífica entre livros de papel e e-books, como antecipou o escritor Umberto Eco. Segundo ele, somos 7 bilhões no mundo, mas uma parcela ínfima desse total tem acesso aos computadores. Vai demorar muito para mudar esse quadro. Para Umberto Eco, “temos a prova científica de que um livro pode durar 550 anos. Jamais deixaremos de ter, com essas obras, uma relação física, carnal, afetiva. É muito difícil ler Guerra e paz num e-book. De mais a mais, a internet não filtra nada – e esse é um mal”. Estamos certos de que, na nossa geração e possivelmente em muitas outras, ainda viveremos na boa companhia dos livros impressos.

Arnaldo Niskier, membro da Academia Brasileira de Letras, é presidente do CIEE/Rio e doutor em educação

Uso da Internet nas eleições é maior preocupação do novo presidente do TRE-MG

09.02.2012 | O novo presidente do TRE-MG, Brandão Teixeira, vai trabalhar para definir o mais rapidamente possível o uso das redes sociais e espera que o Supremo faça o mesmo sobre a Ficha Limpa

O maior desafio para o novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), desembargador José Altivo Brandão Teixeira, será definir o que é ou não permitido nas redes sociais antes e durante o período eleitoral. “O limite para o uso das mídias digitais e redes sociais é a área mais difícil de ser controlada. Nas eleições passadas, as questões mais frequentes que chegaram ao tribunal se referiam às propagandas na internet. Creio que até o período das eleições o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) terá provido alguma medida ou determinação sobre o uso dessas ferramentas. Essa questão se tornou uma grande preocupação para quem fiscaliza a propaganda”, afirmou nessa quarta-feira, ao tomar posse para um período de seis meses.

Internet sob ataque

07.02.2012 | Fred Furtado

Dois projetos de lei norte-americanos – chamados Sopa e Pipa – têm gerado muita polêmica, porque podem ter sérias repercussões para a liberdade na rede mundial de computadores. No Estúdio CH, o sociólogo Sérgio Amadeu, da Universidade Federal do ABC, fala sobre o caso.

Nesta entrevista, Amadeu explica que o Sopa e o Pipa são projetos semelhantes que visam impedir o acesso de norte-americanos a páginas da internet acusadas de violar a propriedade intelectual de outros cidadãos dos Estados Unidos.

O sociólogo, que é membro do Comitê Gestor da internet no Brasil, ressalta que essas leis não são tão limitadas quanto parecem e afetariam páginas e portais fora dos Estados Unidos também. A legislação dá cinco dias para que empresas norte-americanas retirem qualquer link com a página acusada. Ou seja, mecanismos de busca e redes sociais apagariam qualquer indicação a esse site. Segundo Amadeu, o único país com um sistema similar é a China, que bloqueia e filtra o tráfego dos internautas.

Para o professor, o Sopa e o Pipa seriam fruto da pressão da indústria norte-americana do copyright e de patente, que envolve setores como o cinematográfico, o fonográfico e o farmacêutico. A legislação seria uma forma de colocar limites e controles exagerados na internet de maneira a diminuir a liberdade de expressão e o intenso compartilhamento de arquivos digitais. Ela exerceria pressão sobre a infraestrutura de conexão e os provedores de acesso para acabar com práticas cotidianas da rede.

Amadeu fala ainda sobre o impacto mundial dessas leis, a necessidade de aumentar a diversidade cultural na internet, a presença hegemônica dos Estados Unidos na rede e as várias tentativas de diminuir a liberdade digital no mundo.


O fim da privacidade

31.01.2012 | Carlos Eduardo Lins

Uma das transformações radicais que a internet e seus subprodutos têm operado na maneira como as pessoas vivem e se relacionam se refere a um valor cultural que se estabeleceu por pelo menos dois séculos na maior parte das sociedades do mundo ocidental: o direito à privacidade.

As empresas que exploram o ciberespaço obtêm vantagens para ampliar seu faturamento em relação diretamente proporcional à sua capacidade de invadir a privacidade do maior número possível de pessoas, de modo a poder conhecer seus hábitos e lhes oferecer produtos.

Aliás, é curioso como o ambiente da internet continua sendo enxergado por milhões como o reino da liberdade, da quase anarquia, onde tudo parece ser de graça, em contraposição ao universo da cobiça, do lucro a todo custo que é a imagem dominante da chamada “velha mídia”.

A revelação do estilo de vida dos proprietários do website Megaupload, que permite que se baixem músicas, filmes e outros conteúdos sem pagar direito autoral, após sua prisão na Nova Zelândia há alguns dias, mostra que essa gente supostamente libertária sabe fazer dinheiro com grande competência, e eles nem estão entre os maiores magnatas desse mundo.

Garantia constitucional

Grande parte das pessoas nascidas a partir de generalização da internet – e em especial das mídias sociais – parece não dar a menor importância para a sua própria privacidade e está disposta a abrir mão dela por quase qualquer coisa: acesso a filmes ou músicas, cupons de ofertas, recomendações de produtos em geral ou mesmo a simples possibilidade de fazer novos contatos pessoais na rede.

Facebook e similares conseguiram conjugar exibicionismo e voyeurismo com tanta competência que milhões de adolescentes não demonstram mínima inibição ao expor a conhecidos superficiais, ou até a estranhos, intimidades em palavras e imagens sem medir consequências potencialmente nefastas para o seu futuro profissional, doméstico ou amoroso.

Esta naturalidade com que a exposição de intimidade é encarada sem dúvida recebe considerável reforço também de veículos de comunicação tradicionais, como as emissoras de TV que transmitem reality shows, uma versão turbinada do que se pratica nas redes sociais.

Quem abre mão de sua privacidade parece não entender que além das empresas que fazem dinheiro com as informações sobre si tornadas públicas, outras entidades – inclusive do Estado – podem ter acesso a elas por meio de várias formas de tecnologia.

Na semana passada, por exemplo, a Suprema Corte dos EUA decidiu que quando a polícia coloca um aparelho de GPS no carro de um suspeito para acompanhar seus movimentos, ela está infringindo o direito à privacidade, que naquele país é garantido pela Constituição, em sua emenda número 4.

Outra sociedade

O fim da privacidade – que se verifica diariamente nas mais diversas formas, como, por exemplo, na disseminação cada vez maior de câmeras de segurança em infindáveis locais públicos – é muitas vezes justificado como um preço a pagar pelo aumento da segurança pública.

Como já muita gente não dá a menor bola mesmo para a preservação da sua própria intimidade, mesmo quando a sua segurança não está em risco, é difícil que haja uma reação social significativa contra a audácia cada vez mais ousada de aparelhos do Estado para invadir a privacidade de cidadãos.


Não é possível prever que tipo de sociedade emergirá quando a maioria de seus integrantes for formada por esses que ainda são jovens e que decidiram que a privacidade não é um valor digno de ser preservado. Mas ela certamente será muito diversa daquela que existe agora.

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{Carlos Eduardo Lins da Silva é jornalista}

Disponível em http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed679_o_fim_da_privacidade, acessad@ em 08.02.2012.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A quem pertence a internet?

01.02.2012

Pressão da sociedade e falta de apoio no Congresso estadunidense causaram o adiamento da votação do Sopa (Stop On-line Piracy Act – Pare com a pirataria online, em tradução livre) e do Pipa (Protect IP Act – Ato pela proteção da Propriedade Intelectual) em prazo indefinido. As duas propostas visam a bloquear o acesso a sites e aplicações na internet que sejam consideradas violadoras da propriedade intelectual estadunidense. Em outros termos, poderão influir no próprio caráter de compartilhamento livre de informação.

A sociedade estadunidense está insatisfeita com o Congresso e a percepção é que congressistas só ouvem o lobby [da indústria do copyright] e não o interesse público. Hoje apenas 9% dos americanos aprovam o trabalho do Congresso, uma bai...xa histórica. O Sopa e o Pipa, são exemplos de medidas que justificam essa desaprovação”, afirma Ronaldo Lemos, da Universidade de Princenton e apresentador do Mod MTV.

No início de janeiro, em uma entrevista à TV pública espanhola, o sociólogo Manuel Castells salientava que “conservar o poder requer manter o máximo controle possível sobre a informação, e assegurar, sobretudo, que os canais de comunicação sejam verticais”. A “indústria dos copyright (dos direitos autorais referentes a filmes, músicas e livros)”, percebeu que não adiantava dizer que é crime compartilhar informações para manter seu poder, como lembrou Castells. “Se eles não conseguem intimidar o cidadão, querem criar um tipo de um bloqueio a Cuba no ciberespaço. Eles perceberam que têm que agir nos provedores da rede, nos provedores de conexão”, afirma o sociólogo e consultor em comunicação e tecnologia, Sérgio Amadeu da Silveira.
{...}

Assim, essas leis, além de afetar profundamente a liberdade de expressão na internet, dado que os Estados Unidos concentram a maior parte da infraestrutura da rede e quase todos os serviços e sites utilizados massivamente ao redor do mundo, como Youtube, Facebook, WordPress, Google, Twitter, uma legislação de tal tipo provocará um impacto muito mais abrangente. “A questão principal é que se o Sopa for aprovado, a geopolítica da rede muda. O poder sobre a internet passa a ficar concentrado nos EUA, que podem decidir unilateralmente pela retirada de sites do ar, sem haver sequer um controle prévio pelo judiciário”, reforça Lemos.

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O Facebook usa você

07.02.2012

Na semana passada, o Facebook repassou ao governo documentos que lhe irão permitir a venda de ações ao público. Calcula-se o seu valor em, pelo menos, 75 bilhões de dólares. Porém, ao contrário de outras megacorporações, não haverá um inventário de dispositivos, eletrônicos ou não, carros ou telefones. O inventário do Facebook consiste de informações pessoais – as suas e a as minhas.

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O Facebook ganha dinheiro vendendo espaço publicitário às companhias que nos querem alcançar. Os anunciantes escolhem palavras-chave ou detalhes – como o status de relações, a localidade, as atividades, os livros preferidos e o emprego – e então o Facebook publica os anúncios, dirigindo-os ao subconjunto de seus 845 milhões de usuários. Se você indicar que gosta de pasteizinhos, que mora em determinado bairro e convidou seus amigos a visitá-lo, pode esperar que um anúncio de uma padaria próxima à sua casa apareça em sua página. A magnitude da informação online que o Facebook tem disponível sobre cada um de nós para marketing dirigido é assustadora. Na Europa, a legislação dá às pessoas o direito de saberem o que as empresas têm sobre elas, mas isso não ocorre nos Estados Unidos.
 
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Precisamos de uma lei antirrastreamento semelhante àquela antichamadas telefônicas. Não se trata apenas de meu jantar ser interrompido por uma chamada de telemarketing. Trata-se de meus sonhos poderem ser destroçados por uma porção de bits e bytes sobre os quais não tenho controle algum e a respeito dos quais as empresas, até o momento, não se pronunciam.

A difícil cobertura sobre a indústria de armas no Brasil

07.02.2012

A venda de armas leves no Brasil cresceu significativamente no final da última década. O número de unidades vendidas passou de 469.097 em 2005, para 831.616 em 2010, incluindo um pico de 1.001.549 em 2009. Isso só no mercado interno, onde, em todo o período, foram comercializadas 4.339.846 unidades. Se consideradas as 4.482.874 peças exportadas, a quantidade total de armas leves vendidas pela indústria nacional nesses cinco anos chega a 8.822.720. Armas leves são aquelas que podem ser carregadas por uma pessoa, como revólveres, pistolas, rifles e fuzis.

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É do governo federal a responsabilidade de fiscalizar, controlar e divulgar dados sobre a fabricação de armas, feita no Brasil por indústrias estatais e, principalmente, privadas. Questionados sobre a dimensão da produção das indústrias nacionais e sobre incentivos governamentais que têm sido decisivos para a expansão das linhas de montagem, os representantes do Ministério da Defesa responderam em nota que a pasta “não dispõe de elementos para responder a todas as questões” e sugeriram que a reportagem encaminhasse “as perguntas referentes à movimentação, produção, volume de vendas e receita da indústria de defesa às empresas do setor”, sugerindo que para “dados sistematizados sobre a indústria de defesa”, o melhor caminho seria procurar “a Fiesp [Federação das Indústrias de São Paulo], no Comdefesa [Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria de Defesa], que costuma consolidar dados desse mercado”.
 
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Nenhum dos empresários que controlam o setor quis dar entrevistas.

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Na resposta ao questionamento inicial, o Ministério da Defesa garantiu monitorar a produção nacional, apesar de não informar a quantidade de armas produzida. “O Ministério da Defesa tem controle da produção, mas não sabe, a priori, o tamanho das encomendas feitas. O Ministério acompanha as produções entregues por meio do Comando do Exército (Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados – DFPC)”,

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A Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) do Exército é um setor em que público e privado costumam se confundir e também não é famosa por ser transparente.

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Os dados apresentados ainda são poucos, mas ajudam a ter uma ideia sobre a dimensão e força política e estratégica da indústria de armas nacional. Não se trata de ser contra ou a favor de armas, de restrições ao comércio, da posse, uso ou desarmamento, mas de poder fazer um debate qualificado, com dados objetivos, que indiquem a posição e o papel que o Brasil tem exercido na produção e no comércio de armas – dentro das fronteiras e fora delas.

Os direitos de uns e de outros

02.02.2012
{...}

"Não se pode escapar à irônica verdade desse fato.

A imprensa brasileira é muito sensível quando se trata da violência estrangeira, dos atentados aos direitos humanos numa ilha do Caribe ou de supostas ameaças à liberdade de informação no outro lado do mundo.

Mas não tem olhos para a barbárie executada com respaldo judicial aqui mesmo.

Cumpra-se a lei – e isso é um pressuposto do bom funcionamento da República. Mas que se cumpra com respeito à dignidade humana.

Um jornalismo decente iria comparar o caso Pinheirinho com a presteza da Justiça e a sanha policial na reintegração de posse de terrenos públicos, por exemplo. Uma pauta minimamente honesta iria buscar as diferenças de tratamento que a Justiça e a polícia dão, por exemplo, a casos como o de Pinheirinho e os das ricas propriedades de veraneio que ocupam terrenos da Marinha ou invadem trechos da Mata Atlântica em todo o litoral do país."

A neutralidade não existe na imprensa

31.01.2012

O diretor de redação do jornal francês Le Monde Diplomatique, Ignácio Ramonet, acredita que a mídia deveria se posicionar claramente sobre a linha ideológica e política que segue. Doutor em Sociologia e professor de Teoria da Comunicação, o jornalista, que comanda um periódico abertamente de esquerda, diz que não existe a tão aclamada neutralidade da imprensa.

{...}

"O jornalismo está vivendo várias crises. A primeira delas é a dominação pelos grandes grupos globais. Esses grupos são multimídia, detêm televisões, imprensa escrita, rádios e sites. E se comportam como atores da globalização, o que faz com que não tenham a mesma relação direta com os leitores. A segunda crise jornalística foi criada pela internet. Em muitos países, a imprensa escrita está desaparecendo, sendo substituída pelos meios digitais."

{...}

"O panorama está mudando. A internet pode romper os monopólios? Sim, pode ser que seja possível. Mas não acredito que se deva pensar que se alcançará uma fase de democratização da informação. O que há é uma ilusão de democratização, já que hoje em dia todos podemos produzir e difundir informação. Há uma noção de que estaríamos nos auto-informando. Mas, na realidade, todos são auxiliados pelas fontes centrais de informação. Então há uma maior participação das pessoas, mas ainda existem os monopólios."

{...}

"Um jornal que diz que é objetivo é um jornal alinhado à direita e que tenta esconder seu ponto de vista. Não tenho nada contra um jornal ser de direita ou de centro-direita, pelo contrário, acho interessante que existam. Mas que fique claro que representa o ponto de vista dos empresários, da burguesia e da classe conservadora. Não acredito que se possa dar a informação de maneira objetiva. Existem fatos objetivos, mas o comentário sobre eles será sempre diferente. E é importante que seja assim, desde que se jogue com as cartas na mesa."

{...}

‎"Para muitas esquerdas no mundo, a América Latina é algo que está funcionando. Aqui implementam políticas originais. Não seguem os ditames do FMI, promovem políticas de integração continental, de inclusão social e não de exclusão. A América Latina está construindo o Estado de bem-estar social, enquanto na Europa ele está sendo destruído."

SOPA & PIPA | Um voo geral

31.01.2012

Na quarta-feira (18/1), diversos sites, blogs e coletivos aderiram ao #SOPABlackout da forma que foi possível. O ideal era que o site ficasse fora do ar por 12h (de 8h as 20h), para que as pessoas sentissem como seria deixar de ter acesso ao site caso ele seja bloqueado pelo Sopa [Stop Online Piracy Act (EUA)]. Era o objetivo mostrar às autoridades e grandes grupos econômicos a posição da sociedade (não só brasileira) em relação ao Sopa e demais práticas, normas, medidas judiciais e leis que ameaçam a liberdade na Internet, e aproveitar a oportunidade para expor as ameaças locais (ver aqui).

Muitos entendem que o problema central é a pirataria, até por conta do próprio título da lei estadunidense (ver aqui). Porém, este não é o problema central. O fundamental, talvez não tão visível e declarado, é que está em jogo a manutenção tal qual se tem hoje e pela qual se brigou muito, dos direitos civis como liberdade de expressão, privacidade, direito de acesso à informação e à cultura.

Está em discussão, quem sabe num terceiro plano – aquele dos lobbies, por exemplo – todo um modelo de negócio de uma indústria que se move a partir do pressuposto do aprisionamento do conhecimento, de sua dominação, da retenção dos “direitos” de propriedade intelectual para consequente obtenção de gigantescos lucros.

Temos agora uma discussão que envolve política, economia, tecnologia e ética. A indústria argumenta a favor da sua inércia, muitas vezes num tom de quase chantagem, ao pôr em jogo os empregos de milhões de trabalhadores. Fazem-se campanhas maciças contra pirataria – “se vc copiar um CD vc está roubando e alimentado o crime organizado!” Mas ninguém faz campanhas maciças com slogans do tipo: “Você deveria ter acesso à cultura, mas não tem”, “É um direito seu a privacidade, seus dados pessoais devem ser confidenciais e qualquer empresa (ou site) que use seu perfil para auferir lucros sem seu consentimento está infringindo as leis”, “Você deveria ter acesso a dados públicos, afinal, os políticos são servidores públicos” ou mesmo “Sua liberdade de expressão é um direito constitucional e ninguém, nem mesmo o governo, pode tirar isso de você”.

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Disponível em http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed679_um_voo_geral, acessado em 03.02.2012.


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Mobilização online mostra força das redes sociais

31.01.2012 | SOPA & PIPA

Em uma manifestação poderosa da força das mídias sociais e líderes em tecnologia, a comunidade online arruinou, pelo menos temporariamente, as duas propostas de lei americanas contra a írataria online e pela proteção dos direitos autorais que reuniam apoio significativo de políticos e grandes empresários.

A complicada cidadania digital

31.01.2012 | ENTREVISTA | REBECCA MACKINNON

Na semana passada milhares de sites saíram do ar ou bloquearam seu conteúdo com tarja preta. Nerds foram às ruas. “Este introvertido está extrovertendo para protestar contra a censura”, disse um manifestante em Nova York. Funcionou. Os políticos recuaram e as duas propostas de lei antipirataria que seriam votadas nessa semana, a Sopa (Stop Online Piracy Act) e a Pipa (Protect Intelectual Property Act), foram suspensas da pauta do Congresso americano. Mas a discussão de como legislar sobre os excessos da internet sem apelar para medidas draconianas continuou na Europa, com protestos na Polônia contra a Acta (Anti-Counterfeiting Trade Agreement), lei irmã das propostas americanas.
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"Ativistas, criadores independentes de conteúdo e wikipedianos não estão preocupados se Google ou Facebook sobreviverão, E sim com o fato de que Sopa e Pipa podem transformar os provedores de plataformas em policiais da internet. A aliança entre usuários e empresas não existe quando se discute a neutralidade na rede, por exemplo. A sociedade civil acha que a neutralidade é importante para permitir a atividade não comercial e independente, em plataformas públicas. As empresas não querem diminuir seu domínio, é claro. Movimentos sociais na internet se preocupam em como o Google coleta dados pessoais e os distribui para a publicidade dirigida. Ou como o Facebook estabelece suas políticas de identidade e privacidade."


Desafio de eliminar pobreza ficou maior

22.01.2012 | Salário mínimo e programas sociais melhoraram o perfil de renda, mas contingente de pessoas na classe E ainda é grande: 7 milhões

Os principais desafios para extinguir a classe E no País estão estampados no próprio perfil dessa população. Segundo pesquisa do instituto Data Popular, quase a metade da classe E (49,8%) tem até 15 anos de idade, 32,2% deles são analfabetos e 40% vivem no campo. Esses índices são bem superiores à média da população do País, que é de 25,2%, 16,4% e 15,7%, respectivamente.

"Precisa ter muito investimento público em programas sociais e universalização do ensino básico para resolver essa situação", afirma o sócio diretor do Data Popular, Renato Meirelles. Ele ressalta que os 7 milhões de brasileiros que continuam em situação de extrema pobreza são os casos "mais difíceis" de serem resolvidos.

País tira 10 milhões da pobreza

22.01.2012

Pela primeira vez a classe E, a base da pirâmide social, representa menos de 1% dos 49 milhões de domicílios existentes no País. Isso significa que o número de brasileiros em situação de pobreza extrema teve uma drástica redução nos últimos dez anos, conforme apontam duas pesquisas de consultorias que usaram metodologias distintas.

Como criar um POVO IDIOTA


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Brasil não pode comemorar hoje dia dedicado ao leitor

07.01.2012 | Hábito de leitura em baixa e falta de bibliotecas marcam a data nacional

Comemora-se hoje o Dia do Leitor, mas em um país de iletrados, onde a população não cultiva o hábito da leitura e a Biblioteca Nacional de Brasília, inaugurada há três anos, não tem livros para emprestar aos interessados, a data vai acabar passando em branco. Os dados oficiais também ajudam a mostrar um quadro desanimador, afinal, enquanto os americanos costumam ler 10 livros por ano, a média anual de leitura dos brasileiros é de 1,3 livro. Além disso, um levantamento do IBGE aponta que o País tem cerca de 14 milhões de analfabetos e uma biblioteca pública para cada 33 mil habitantes, enquanto que a média da Argentina é de uma biblioteca para cada 17 mil habitantes. Para o senador Cristovam Buarque, que já foi ministro da Educação, mesmo as pessoas que sabem ler e escrever não tem o hábito da leitura. “Por isso, foi importante o projeto aprovado no ano passado pelo Senado de autoria do senador José Sarney”.

O projeto pretende facilitar o acesso às publicações, estimular o hábito da leitura e espalhar bibliotecas e livrarias pelo País. Para tanto, receberá recursos públicos e doações de pessoas e empresas ou de entidades internacionais para financiar projetos de criação, impressão, distribuição e leitura de livros, a manutenção e atualização de bibliotecas, além da formação de mão de obra para o trabalho em gráficas, editoras e livrarias. Dessa forma, só restou no dia de hoje ao Ministério da Cultura aproveitar, como informou em seu site, para destacar que entre as ações desenvolvidas em 2011 está o início da construção de 340 bibliotecas. Do mesmo modo, o MinC apoiou a implantação de novas bibliotecas no País.

Tudo para incentivar a leitura

Outro modo de fomentar a leitura é por meio do programa Agentes de Leitura, em funcionamento desde 2010. Os agentes são jovens entre 18 e 29 anos que recebem uma bolsa de R$ 350 mensais para desenvolver ações de fomento à leitura – eles lêem e emprestam livros às pessoas da casa visitada e da vizinhança, aumentando assim o interesse de todos pela leitura.

A cultura muito mais que digital

 03.01.2012
 
"Nesta entrevista, Savazoni traça um panorama das iniciativas de cultura digital no Brasil e chama atenção para o vigor do movimento, que sofre um baque com as mudanças de rumo do Ministério da Cultura: “É um movimento sólido, enraizado nas comunidades. Mesmo com o retrocesso no MinC, muitas iniciativas de cultura digital estão estruturadas para enfrentar qualquer situação, até porque as pessoas fazem porque amam, porque acreditam.”

"Cultura digital também é cultura colaborativa, cultura de redes, cibercultura..."

"A cultura tem várias dimensões. Existe naquilo que tradicionalmente ficou conhecido como cultura – as artes reconhecidas, a literatura, a música, a pintura, o patrimônio edificado, entre outras. Mas há outras formas de cultura – os patrimônios imateriais, as relações entre as pessoas, as tecnologias e técnicas desenvolvidas pelos humanos. A digitalização incide sobre tudo isso. Portanto, a cultura digital não é um 'setor a mais' no campo cultural. Não é uma linguagem nova, por exemplo... É uma transversalidade."

"Não acredito que a cultura digital, em si, faça com que as expressões locais se manifestem. É preciso um conjunto de fatores para que essas expressões se manifestem. Mas a rede potencializa as manifestações que surgem. Por exemplo: uma comunidade quilombola, que tem uma cultura ancestral, de caráter agrário, baseada nas relações comunitárias entre famílias. Essa cultura persistiu e sobreviveu por um século nesse contexto. A rede permite o reconhecimento dessa cultura pelo mundo. E a possibilidade de uma troca e antes impossível. Se a comunidade quilombola vai conseguir fazer essa movimentação vai depender de um conjunto de fatores. Não basta simplesmente ter acesso à rede. Há o processo de apropriação tecnológica, o trabalho de formação, de abertura dessas comunidades para lidar com as ferramentas da tecnologia."

FÉ VER EIR@!

Estamos aí!

ôiô

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Regina Belluzzo

Memória da Biblioteconomia Brasileira


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Argentina: antigos centros de repressão viram lugares da memória

10.01.2012

Na lógica do “Nunca mais”, o Estado argentino desenhou um plano de memória, verdade e justiça que busca recuperar e tornar visíveis as atrocidades cometidas durante a ditadura, por meio da Rede Federal de Lugares da memória, a cargo do Arquivo Nacional da Memória, o Estado assinalou 26 lugares vinculados com o terrorismo de Estado, 24 dos quais foram centros clandestinos de detenção. Segunda dados oficiais, mais de 500 centros clandestinos funcionaram durante a ditadura.

A Babel começa a fazer sentido

20.12.2011 | São Paulo

A Biblioteca de Babel borgiana, onde todo conhecimento se acumula e nada acontece porque tudo já está lá, só pode ser decifrada quando se consegue recuperar a informação, para assim lhe dar sentido. Esta semana o Sistema de Bibliotecas Públicas de S. Paulo (que está muitíssimo longe de ter esse alcance borgiano, mas que já é um sistema considerável), deu um passo importante para que se possa explorar seu conteúdo.

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Disponível em http://www.publishnews.com.br/telas/colunas/detalhes.aspx?id=66482, acessado em 13.01.2011.

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Lembram? Para vermos com quem estamos lidando..."MP denuncia todos os vereadores de BH por improbidade administrativa"

26.05.2011

Nem o presidente escapa

Léo Burguês também é réu em investigação sobre uso indevido de verba indeniozatória

Ezequiel Fagundes  | Hoje em Dia | 14.11.2011

O atual presidente da Câmara, Léo Burguês (PSDB), também é réu por ter gasto de forma indevida a verba indenizatória. Ao todo, segundo cálculo do Ministério Público Estadual (MPE), Burguês foi reembolsado em R$ 293.622,69, no período de janeiro de 2009 a janeiro de 2011.

Parte do recurso público da verba, segundo acusa o MPE, foi destinada pelo parlamentar tucano para custear vultosas despesas com alimentação. Em 26 de fevereiro de 2009, por exemplo, o parlamentar usou parte do recurso para comprar 300 refeições ao preço de R$ 5.010.

A nota para justificar o reembolso foi emitida pela empresa Trevo Salgados Congelados Indústria e Comércio Ltda. Também destinou para pagar a conta de 540 sanduíches e 200 litros de refrigerante na Delikatessen Brasil Ltda por R$ 3.262 e outros R$ 3.200 para adquirir mil sanduíches na Home Burguer Lanches Delivery Ltda.

“Não posso comentar porque não fui citado ainda. Não conheço o processo”, desconversou o vereador.

No entanto, Burguês defendeu a sistemática de reembolso da Câmara e afirmou que todos os gastos são realizados com atividades relacionadas ao mandato parlamentar. Falando por seus colegas, argumentou que os reembolsos são feitos pela Casa só após uma verificação minuciosa das notas fiscais.
O tucano acrescentou que a Casa está seguindo uma regra da Câmara dos Deputados e do Senado.


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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Boni confessa manipulação do debate Lula x Collor



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Amaury Ribeiro Jr: CPI da Privataria vai superar o livro

22.12.2011

O jornalista e autor do livro "A Privataria Tucana" Amaury Ribeiro Júnior disse, no início da noite desta quarta-feira (21.12.2011), que acredita que o PSDB irá reagir caso a Câmara Federal instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O pedido de investigação foi protocolado com 206 assinaturas para apurar as informações contidas no livro.

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